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NOMEADO E EMPOSSADO PELA PRIMEIRA-MINISTRA:

• NOVO DIRECTOR-GERAL DO IIAM INICIA FUNÇÕES FOCADO EM RESULTADOS DE INVESTIGAÇÃO APLICADA COM IMPACTO!

_Por: Roseiro Mário Moreira_

Chama-se Emílio Tostão e é o novo Director-Geral do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), Instituto Público. Nomeado e empossado pela Primeira-Ministra, como postulam os novos instrumentos legais da instituição, o Prof. Doutor Emílio Tostão recebeu na tarde de sexta-feira, 28 de Agosto de 2026, as pastas do IIAM, imediatamente após a sua tomada de posse, havida horas antes.

Vindo da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), onde foi Director Científico e Director da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal (FAEF), Emílio Tostão é o quinto Director-Geral do IIAM desde a sua criação em 2004 e o primeiro nomeado pela Primeira-Ministra desde o seu reajustamento pelo Decreto 84/2024, de 25 de Novembro. Com efeito, Tostão toma as rédeas da Catedral de investigação agrária pública, de harmonia com o reajustamento do IIAM, que demanda profundas mudanças na sua arquitectura organizacional, passando por uma reconfiguração do seu Estatuto Orgânico e do decorrente Regulamento Interno, novos documentos já em vigor desde 25 de Agosto de 2025 e 6 de Abril de 2026 respectivamente. Abre-se uma nova era no seguimento da transformação efectiva do IIAM.

Volvidos 21 meses (quase 2 anos) após a entrada em vigor do primeiro comando legal para a nomeação de 1 Director-Geral e 2 Directores-Gerais Adjuntos pelo Primeiro-Ministro, o novo Director-Geral entra na gestão cimeira da instituição com o grande desafio inicial capital de liderar a implementação desses documentos normativos e a consequente transformação activa do IIAM. Faltam-lhe porém, os Directores-Gerais Adjuntos, ainda por serem nomeados pela mesma entidade que o nomeou e posse conferiu. Faltam-lhe ainda os Directores das Divisões, Delegados Regionais e mais responsáveis das unidades centrais e locais, as quais ao Director-Geral compete nomear, conforme preceituado no Estatuto Orgânico (em vigor há 1 ano) e no Regulamento Interno (vigorando há quase meio ano).

Orientada pelo Secretário Permanente do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), Acubar Batista, a cerimónia de Entrega de Pastas decorreu na Sala de Reuniões da Direcção-Geral do IIAM perante quadros da sede da instituição, representando um microcosmo da mesma que possui 4 Delegações Regionais (Sul, Centro, Nordeste e Noroeste) distribuídas por igual número de regiões agro-ecológicas.

Num “momento de alegria”, como ela o sentiu e caracterizou, entregou as pastas a Directora-Geral cessante, Prof. Doutora Maria Zélia Menete. “Estou muito feliz porque sei que estou a entregar esta organização a uma pessoa de elevada competência, que vai dar conta do recado, inteligente, e que vai trazer um dinamismo maior”, assim se expressou Zélia Menete referindo-se ao seu legal sucessor, o Prof. Doutor Emílio Tostão, no comando dos destinos do IIAM, ora clamando por uma liderança hodierna.

Por seu turno, o novo Director-Geral usou de muita humildade e serenidade ao se dirigir pela primeira vez à massa de quadros que vai liderar: “eu pessoalmente vim aprender, vim da ciência para a ciência” – disse, no seguimento à sua expressão de honra e compromisso: “estamos muito honrados e esperamos levar este barco a bom termo”. Virado para os resultados Tostão é convicto nas sinergias a imprimir, dizendo em parábolas: “vou ser como um maestro da orquestra, cada um afina o seu violino no seu sector, e a orquestra faz a música em harmonia”. Para tanto, o novo timoneiro do IIAM não buscará agulhas no palheiro! Encontrá-las-á entre os seus quadros e colaboradores: “conto com todos vós”. E não será inventor de rodas: “vamos dar continuidade a este trabalho que está em curso, com o novo estatuto, novo plano estratégico”. Entretanto, vindo da investigação para a investigação, como fez menção, sublinhou a sua paixão por esta área e pelos projectos com resultados: “vamos dar ênfase à investigação aplicada com impacto, vamos ter um trabalho virado a resultados”, facto que prenuncia a marca e o legado que almeja construir ao longo do seu consulado de Director-Geral do IIAM com cada vez mais projectos de pesquisa e transferência de tecnologias e incentivos suficientes para esse desiderato.

Em representação do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, timbrando a cerimónia de entrega de pastas ao novo Director-Geral do IIAM, o Secretário Permanente, Acubar Batista, teceu elogios e agradeceu o esforço feito pela dirigente cessante que cumpriu à risca o desafio da transformação organizacional sem recursos à altura da missão desafiadora, que foi bem cumprida “e hoje já temos a estrutura para receber recursos e até procurar recursos para o IIAM”. Ao novo Director-Geral, o Secretário Permanente repisou que “temos agora um outro desafio” tendo também “essa oportunidade de ter os recursos”. Nesse contexto, a pesquisa agrária é chamada a concentrar-se nos produtos da cesta básica “milho, arroz, feijões, soja, frango, ovo, peixe e bovinicultura” para “resolver o problema da alimentação básica do povo moçambicano”, relembrou o Secretário Permanente, que parafraseando a Primeira-Ministra, sublinhou: “o IIAM deve estar em estrita ligação com a nossa Direcção Nacional de Extensão Agrária” pois “a investigação que é feita terá que chegar aos produtores com mensagens específicas à situação de cada região”.

Para o Secretário Permanente do MAAP, o IIAM tem um papel fundamental trazendo, entre outros resultados da pesquisa e inovação tecnológica agrária “a semente básica para que haja soberania na semente. O país tem que ser soberano na semente”. O dirigente evidenciou assim, um dos maiores desideratos para o qual é desafiada a liderança do novo Director-Geral do IIAM, Prof. Doutor Emílio Tostão que inicia as suas funções focado na investigação aplicada para resultados de impacto transformador. _(Fotos: Marcos Vieira Niuaia/IIAM-Sede)._

IIAM e ITC promovem treinamento sobre produção de sabonetes à base de derivados do café

Texto: Rousseau Bila, foto: Gabriel Matsinhe

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), em parceria com o Centro de Comércio Internacional (ITC), iniciou esta quinta-feira (6) um treinamento sobre a produção de sabonetes à base de derivados do café no âmbito do programa financiado pela União Europeia  ACP Business Friendly , uma iniciativa que decorre até ao dia 7 de Agosto e reúne mulheres provenientes de diferentes instituições e empreendedoras no ramo de agroprocessamento.

O treinamento tem como objectivo reforçar as capacidades técnicas das participantes na transformação de resíduos do café, em particular a borra de café, em sabonetes artesanais, promovendo a agregação de valor à cadeia produtiva do café, o empreendedorismo feminino e a criação de novas oportunidades de geração de rendimento.

Na ocasião, a Coordenadora do Programa implementado a nível micropilar pelo Centro de Comércio Internacional (ITC),  Dra. Bernardete Camilo, destacou que a iniciativa está integrada num programa mais amplo de desenvolvimento da cadeia de valor do café em Moçambique.Explicou que o programa contempla diferentes componentes, com especial enfoque no reforço das capacidades dos intervenientes da cadeia de valor, através de acções de capacitação e formação, na disseminação de boas práticas de produção e processamento, Economia Circular ,bem como na promoção da ligação dos produtores e empresas aos mercados e no fortalecimento do acesso às oportunidades comerciais.

Durante as sessões, as participantes aprenderam a produzir sabonetes de glicerina e sabonetes à base de soda cáustica com borra de café. A coordenadora explicou que esta pratica se insere na economia circular do café. Durante  a aula teórica foi explicado que a principal diferença entre os dois métodos reside no processo de fabrico: enquanto a base de glicerina já se encontra preparada para utilização, a produção com soda cáustica exige um processo químico de saponificação, resultante da reacção entre um hidrólise alcalina de um éster ácido graxo (gordura ou óleo ).

Bernardete Camilo sublinhou que a produção de sabonetes com soda cáustica requer o cumprimento rigoroso dos procedimentos técnicos e das normas de segurança, de modo a garantir a qualidade do produto e evitar possíveis irritações ou alergias cutâneas.

A responsável destacou igualmente que, para além da borra de café, é possível incorporar outros ingredientes naturais, como gengibre, açafrão e argilas, permitindo diversificar a produção e adaptar os sabonetes aos diferentes tipos de pele e às preferências dos consumidores.

Ao longo do treinamento, as participantes beneficiaram de sessões teóricas e práticas, que favoreceram a aquisição de conhecimentos técnicos, a partilha de experiências e o fortalecimento da cooperação entre as instituições envolvidas.

Com esta iniciativa, o IIAM reafirma o seu compromisso com a investigação, a inovação e a valorização da cadeia de valor do café, promovendo tecnologias sustentáveis que contribuem para o desenvolvimento económico das comunidades e para o empoderamento das mulheres.

O treinamento evidencia o papel estratégico do IIAM como instituição pública de investigação agrária na geração, adaptação e disseminação de tecnologias inovadoras para o desenvolvimento sustentável do sector agrícola em Moçambique. Através da investigação aplicada e da articulação com parceiros nacionais e internacionais, o Instituto tem vindo a promover soluções que acrescentam valor aos produtos agrícolas, estimulam o empreendedorismo, reforçam a inclusão sócio-económica e contribuem para a melhoria dos meios de vida das comunidades rurais.

Participaram na actividade investigadores do IIAM, representantes do ITC, da Céu Aberto, da Quinta Irini e da Agroprocessamento, reforçando a importância da cooperação entre instituições de investigação, desenvolvimento e sector privado na promoção da inovação, da agregação de valor aos produtos agrícolas e do desenvolvimento sustentável da cadeia de valor do café em Moçambique.

IIAM reforça cooperação com Brasil Cascavel e Maputo Agri-Parks

Texto: Rousseau Bila, Imagens: Juvêncio dos Santos

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) recebeu, na tarde de terça-feira, 7 de Julho de 2026, uma visita técnica de representantes do Brasil Cascavel e do projecto Maputo Agri-Parks (MAP), com o objectivo de conhecer os serviços prestados pela instituição e identificar oportunidades de cooperação nas áreas da investigação, produção agrária e transferência de tecnologia.

Durante o encontro, o representante do MAP, Almeida Tomás, apresentou o projecto do Parque Industrial da Moamba, que prevê a instalação de unidades industriais ligadas à produção alimentar, transformação agro-industrial e fabrico de equipamentos. Destacou que o projecto aposta nas cadeias de valor do milho, soja e avicultura, integrando produtores de grande escala e do sector familiar, bem como na transferência de sementes e tecnologias entre Moçambique e o Brasil.

Por sua vez, o representante do Brasil Cascavel considerou que as condições agroclimáticas de Moçambique são semelhantes às do Brasil, defendendo a realização de ensaios com sementes e outros materiais genéticos, tanto em campo como em laboratório, para fortalecer a cooperação técnica entre os dois países.

Na ocasião, o Director Técnico da Direcção de Agronomia e Recursos Naturais do IIAM, Dr. Constantino Senete, apresentou as capacidades da instituição na produção de sementes pré-básicas e básicas, investigação científica e prestação de serviços laboratoriais nas áreas de solos e biotecnologia. Referiu ainda que o IIAM dispõe de infra-estruturas e competências para apoiar a experimentação de novos materiais genéticos e desenvolver parcerias nos domínios da agricultura e da pecuária.

A visita incluiu uma passagem pelos laboratórios de Solos e de Biotecnologia, onde a delegação conheceu os processos de análise de solos, cultura de tecidos vegetais, biologia molecular e multiplicação de culturas como banana, mandioca e batata. A iniciativa contou com a participação de Directores e técnicos do IIAM, bem como de representantes do Maputo Agri-Parks e do Brasil Cascavel, reforçando o compromisso comum de promover a inovação e o desenvolvimento sustentável da agricultura em Moçambique.

IIAM apresenta resultados da investigação agrária durante visita do Director-Geral do Banco Mundial ao MAAP

Texto: Klinarda Viandro, Revisão: Rousseau Bila, Foto: Juvêncio dos Santos

No âmbito da visita do Director-Geral do Banco Mundial, Sr. Paschal Donohoe, ao Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), realizou-se, esta manhã, uma exposição institucional e uma mesa-redonda dedicada ao programa AgriConnect.

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) marcou presença no evento através da apresentação de materiais informativos, produtos e amostras que evidenciaram os principais resultados da investigação agrária desenvolvida pela instituição, bem como as suas iniciativas e potencialidades para o fortalecimento do sector agrário nacional.

A exposição constituiu uma importante plataforma de partilha de conhecimento e de promoção dos avanços alcançados nos domínios da produção alimentar, da investigação agrária, dos sistemas de sementes, do desenvolvimento das cadeias de valor, da pesca e da aquacultura.

A participação do IIAM permitiu dar visibilidade ao contributo da investigação científica para o aumento da produtividade, da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável do sector agrário em Moçambique

Moçambique Aprova Cinco Novas Variedades de Batata-Reno para Reforçar a Segurança Alimentar e Reduzir Dependência de Sementes Importadas

Texto: Rousseau Bila, foto: Marcos Niuais

Moçambique libertou, na quinta feira (21) para o mercado cinco novas variedades de batata-reno, numa iniciativa conduzida pelo Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), em parceria com o Centro Internacional da Batata (CIP), com vista ao reforço da segurança alimentar e nutricional e à redução da dependência de sementes importadas. A proposta de registo oficial e libertação dos genótipos Maragui, PNIB9, Rosâmia23, LIMunda e Kadoda99 foi apresentada pelo Lourenço João Caunganha, investigador do IIAM.

A batata-reno é uma das cinco culturas alimentares mais importantes do país, fazendo parte das culturas eleitas para cesta básica no país, mas Moçambique continua a enfrentar um défice entre o consumo anual, superior a 500 mil toneladas, e a produção nacional, estimada em cerca de 297 mil toneladas. O país gasta ainda aproximadamente 3 milhões de dólares por ano na importação de sementes, devido à baixa produtividade, ao uso de sementes de fraca qualidade e à incidência de doenças como o míldio e a murcha bacteriana.

Os estudos foram realizados nas zonas agro-ecológicas de Chimbunila, Sanga e Lichinga, envolvendo mais de 500 produtores em ensaios conduzidos entre 2022 e 2025. As análises agronómicas, laboratoriais e sensoriais demonstraram elevado potencial produtivo, estabilidade e qualidade nutricional das novas variedades. Alguns genótipos alcançaram rendimentos entre 22 e 42 toneladas por hectare, muito acima das variedades actualmente cultivadas no país, disse o investigador.

Antónia Vaz, Directora Nacional de Sanidade e Biossegurança, do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), anunciou que foram aprovadas cinco novas variedades de batata-reno, que passarão a integrar o lote de variedades já existentes no país, apresentando, contudo, vantagens significativas em relação às anteriormente libertadas. Segundo explicou, estas variedades destacam-se pela resistência a pragas e doenças, sobretudo à murcha bacteriana, considerada actualmente um dos maiores desafios para a produção de batata em Moçambique.

Já Abdul Naico, Director Nacional do CIP, alertou igualmente que Moçambique ainda enfrenta um défice de cerca de 90% na produção nacional de sementes de batata. No entanto, considera que, com a massificação destas sementes no âmbito do Programa PROCAVA, será possível reduzir gradualmente este défice de abastecimento no país.

Acrescentou que, com um programa intensivo de quatro a cinco anos, o país poderá alcançar maior estabilidade na produção de sementes, permitindo igualmente reduzir a saída de divisas para o exterior. Explicou ainda que a produção de sementes de batata é realizada durante a época fria, encontrando-se actualmente em curso a produção da batata de geração 1. Já entre Dezembro e Janeiro, período quente, procede-se à conservação da semente.

O evento realizou-se no MAAP e contou com a participação da Direcção Nacional de Planificação e Políticas, da Associação para a Promoção do Sector de Sementes, da Direcção Nacional de Extensão, da Mozambique Seed Trade Association, da União Nacional de Camponeses, da Repartição de Registo e Libertação de Variedades, do Instituto de Cereais de Moçambique, do Departamento de Sanidade Vegetal e do Departamento de Sementes.

IIAM e Companhia do Zembe Firmam Parceria Estratégica para Reforçar a Produção de Sementes e Impulsionar a Segurança Alimentar em Moçambique

Texto: Rousseau Bila, Foto: Juvêncio dos Santos

Na manhã desta sexta-feira (08/05/2026), o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) e a Companhia do Zembe assinaram um contrato de parceria estratégica destinado ao fortalecimento da produção nacional de sementes, numa iniciativa considerada essencial para a promoção da segurança e soberania alimentar no país.

Durante a cerimónia, o Director de Agronomia e Recursos Naturais do IIAM, Dr. Constantino Senete, afirmou que o acordo representa mais do que uma formalização administrativa, simbolizando o reforço da colaboração entre a instituição de pesquisa agrária e a empresa de produção de sementes. Segundo explicou, o desenvolvimento do sistema nacional de sementes depende da actuação coordenada de todos os intervenientes da cadeia produtiva.

O responsável destacou ainda que o IIAM, enquanto instituição mandatada para a geração de tecnologias agrárias e desenvolvimento de variedades melhoradas, considera estratégica a parceria com a Companhia do Zembe para assegurar a multiplicação, disseminação e distribuição de sementes. O objectivo, segundo disse, é fortalecer a fluidez da cadeia de sementes, desde a semente do melhorador até à semente certificada, contribuindo para melhorar a previsibilidade da oferta, aumentar a adopção de variedades melhoradas e reforçar a resiliência do sistema produtivo nacional.

Por sua vez, o representante da Companhia do Zembe, Eng. António Manjate, considerou que a colocação de sementes de qualidade no mercado, em tempo oportuno, constitui um passo importante rumo à soberania alimentar. Manifestou igualmente o compromisso da empresa em trabalhar em estreita coordenação com o IIAM, defendendo o fortalecimento das parcerias público-privadas no sector agrário.

Na ocasião, a ex-Directora-Geral do IIAM, Professora Doutora Zélia Menete, destacou a necessidade de melhorar a planificação da produção de sementes. Sublinhou que a responsabilidade pelo funcionamento eficiente da cadeia de sementes deve ser partilhada entre as instituições de pesquisa e os produtores. Defendeu ainda a necessidade de assegurar recursos financeiros para a investigação e desenvolvimento de novas variedades.

No encerramento da cerimónia, o Director-Geral do Instituto Nacional de Irrigação, Instituto Público, Eng. Delfim Júlio Vilissa, afirmou que o acto representa um marco importante na relação entre o Governo moçambicano e as empresas de produção de sementes. Segundo explicou, a iniciativa reforça os esforços do país na promoção da segurança alimentar e nutricional, alinhando-se com os objectivos estratégicos do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas.

O dirigente salientou igualmente que, com a aprovação do Decreto n.º 84/2024, de 25 de Novembro, o IIAM passou a dispor de novas competências para apoiar a criação e desenvolvimento de empresas de base tecnológica agrária. Considerou ainda que a Companhia do Zembe representa um exemplo do modelo de sector de sementes que o Governo pretende consolidar: mais robusto, competitivo e sustentável, contribuindo para o aumento da produção e produtividade agrícola nacional.