QUADROS SENIORES DO IIAM GARANTEM CAPACIDADE INTERNA PARA PRODUZIR SEMENTE BÁSICA!
– Conselho de Direcção validamente constituido precisa-se!
Por: Roseiro Mário Moreira (IIAM-Sede)
Reunidos na quinta-feira, 10 de Setembro, sob a convocação do seu novo Director-Geral, Prof. Doutor Emílio Tostão, investigadores e quadros seniores do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), debruçaram-se sobre as metas estabelecidas nos planos do período remanescente do corrente 2026 e nos prognósticos do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) 2027. O encontro híbrido decorreu das 9:30 às 17:30, presencialmente na Sala de Reuniões do Director-Geral, em Maputo, e virtualmente a partir de diferentes pontos de acesso em rede pelas Divisões do IIAM, Instituto Público, ao nível central e pelas suas 4 Delegações Regionais e 40 Unidades Experimentais ao nível local. Um encontro equiparável a um “Conselho de Direcção Extraordinário” alargado a vários níveis.
O desenvolvimento e a disponibilização de semente básica nacional de diferentes culturas, com enfoque nas da cesta básica, foi um dos pontos mais aflorados nas reflexões do Director-Geral do IIAM com os investigadores e quadros por si liderados, presentes naquela sala e nos pontos de acesso virtual onde se encontravam os responsáveis em exercício das Delegações Regionais, Estações Agrárias e Zootécnicas, Postos Agronómicos, Laboratórios e outras Unidades Experimentais. Um encontro com requintes de “Conselho de Direcção Extraordinário Alargado” a vários níveis, todavia estatutariamente ainda não constituido.
Reconhecendo que “as coisas não acontecem no meu gabinete, acontecem fora do gabinete e são reportadas ao gabinete”, Emílio Tostão foi metódico e estruturado na sua busca de respostas às perguntas que em si se não queriam calar: “Produzem semente aí na Delegação Regional? Agora estão a produzir sementes de quê? Há capacidade local para produzir e disponibilizar mais semente básica de primeira geração até Dezembro de 2026 e para responder ao PESOE 2027? Podemos produzir semente em quantidades necessárias para o país não precisar de importar semente?”
Os investigadores e quadros seniores do IIAM, desde a sua Sede em Maputo às unidades de nível local, congregadas em Delegações Regionais (Sul, Centro, Nordeste e Noroeste) foram unânimes em confirmar a existência de capacidade interna na instituição para produzir semente básica que possa suprir as necessidades de multiplicação de semente certificada, por empresas do ramo, e garantir o abastecimento aos produtores das diferentes culturas da cesta básica, e não só, com semente de qualidade resultante do trabalho de pesquisa do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique. “Podemos, observados os condicionalismos básicos”, referiu o Eng. Alcídio Vilanculos, da Delegação Regional Centro, secundado pelo Dr. António Chamuene (Delegação Regional Nordeste), “temos capacidade, havendo planificação e fluxo de fundos”, tal como pelo universo dos participantes que, todavia, alertam ser “necessário ter disponível a semente pré-básica”, como lembrou a Dra. Celestina Jochua, da Delegação Regional Sul, num pronunciamento convicto, retemperado pelo Dr. Amade Muitia, da Delegação Regional Noroeste ao afirmar que “podemos produzir mais sim”, e sem se deter por aí.
Com efeito, Amade Muitia, uma das maiores referências da pesquisa na cultura de amendoim quebrou o ar pela positiva ao assegurar a submissão da Proposta de Libertação de novas variedades daquela importante cultura até Novembro de 2026, facto saudado pelo Director-Geral reforçando que tal fica consignado como um resultado que de facto deverá ser alcançado. Outra cultura com potencial de libertação de novas variedades dentro do último trimestre de 2026 é o arroz, facto trazido a lume pela Eng. Chris’s Chiconela, da equipa de pesquisa daquele cereal. Recomendando a reverificação e sistematização da informação que deverá fluir para o Director-Geral com o devido domínio dos dados pelos Delegados Regionais, Emílio Tostão fez notar que aguarda com satisfação as duas propostas de libertação de novas variedades de amendoim e de arroz para que até Novembro sejam de facto submetidas pelo IIAM ao Sub-Comité de Libertação de Variedades no Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas!
Tratou-se da primeira reunião alargada de Emílio Tostão, com quadros dos órgãos do IIAM, Instituto Público, cujos titulares ainda deverá nomear e conferir posse, uma vez revogadas as então Direcções Técnicas, criados novos órgãos centrais entre Divisões, Gabinetes e Departamentos Centrais Autónomos. Aliás, ressalta a necessidade legal “si ne qua non” de corporização das novas balizas de funcionamento, liderança e gestão da instituição, à luz do Decreto 84/2024, de 25 de Novembro (que redefine o IIAM); da Resolução 20/2025, de 25 de Agosto (que aprova o novo Estatuto Orgânico do IIAM); e do Diploma Ministerial 16/2026 (que aprova o novo Regulamento Interno do IIAM).
Todos estes instrumentos postulam um novo sistema orgânico do IIAM, o primeiro ora em vigor há quase 2 anos, mas cuja implementação terá sido relegada à entrada em cena do novo Director-Geral. Implementação que novo ímpeto ganha sob a douta sabedoria e experiência do Prof. Doutor Emílio Tostão, agindo ao abrigo da alínea “f” do número 5 do artigo 11 do Regulamento Interno do IIAM: “nomear, exonerar e demitir os Chefes das Unidades Centrais e Regionais de execução de actividades e os responsáveis pelas chefias intermédias”, conjugado com a alínea “d” do artigo 9 do Estatuto Orgânico do IIAM, todos eles salvaguardando a observância do comando superior da alínea “d” do número 5 do artigo 11 do Decreto 84/2024 do Conselho de Ministros, cujo teor reafirmam. Espera-se que seja com a dinâmica dos titulares dos novos órgãos estatutários do IIAM, Instituto Público, que a convicta determinação de produção de semente básica nacional e de outros resultados como vacinas contra New Castle e Carbúnculo se torne realidade, porquanto com a máquina renovada de gestão e funcionamento também se viabiliza e se garante a celeridade operacional dos projectos conducentes aos resultados almejados.
Com Doutoramento em economia agrária, o antigo Director Científico da UEM, onde também foi Director da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal, Emilio Tostão foi recentemente empossado Director-Geral do IIAM pela Primeira-Ministra Benvinda Levi, tornando-se no primeiro dirigente máximo da instituição a ser nomeado àquele nível. Cumpre-se assim um dos objectivos estratégicos estruturantes do IIAM, cuja marcha remonta da liderança do seu primeiro Director-Geral, Calisto Bias, aquando da elaboração do Primeiro Plano Estratégico da Instituição entre 2009 a 2011, passando pelos antigos Directores-Gerais Inácio Maposse e Olga Fafetine, até ao resgate e concretização, 15 anos depois, por Zélia Menete, antecessora do actual Director-Geral Emílio Tostão. E é neste último dirigente em quem recai a missão restruturante de actualização do xadrez de gestão institucional, constituindo o novo e primeiro Conselho de Direcção do IIAM, Instituto Público, para que se reuna validamente, conformando-se com o postulado no artigo 7 quer do Estatuto Orgânico como do Regulamento Interno que determinam as suas competências, a sua composição e a sua periodicidade ordinária e extraordinária. (Imagens: Marcos Niuaia/ IIAM-Sede).
































