Ao seu Director-Geral:

QUADROS SENIORES DO IIAM GARANTEM CAPACIDADE INTERNA PARA PRODUZIR SEMENTE BÁSICA!

– Conselho de Direcção validamente constituido precisa-se!

Por: Roseiro Mário Moreira (IIAM-Sede)

Reunidos na quinta-feira, 10 de Setembro, sob a convocação do seu novo Director-Geral, Prof. Doutor Emílio Tostão, investigadores e quadros seniores do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), debruçaram-se sobre as metas estabelecidas nos planos do período remanescente do corrente 2026 e nos prognósticos do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) 2027. O encontro híbrido decorreu das 9:30 às 17:30, presencialmente na Sala de Reuniões do Director-Geral, em Maputo, e virtualmente a partir de diferentes pontos de acesso em rede pelas Divisões do IIAM, Instituto Público, ao nível central e pelas suas 4 Delegações Regionais e 40 Unidades Experimentais ao nível local. Um encontro equiparável a um “Conselho de Direcção Extraordinário” alargado a vários níveis.

O desenvolvimento e a disponibilização de semente básica nacional de diferentes culturas, com enfoque nas da cesta básica, foi um dos pontos mais aflorados nas reflexões do Director-Geral do IIAM com os investigadores e quadros por si liderados, presentes naquela sala e nos pontos de acesso virtual onde se encontravam os responsáveis em exercício das Delegações Regionais, Estações Agrárias e Zootécnicas, Postos Agronómicos, Laboratórios e outras Unidades Experimentais. Um encontro com requintes de “Conselho de Direcção Extraordinário Alargado” a vários níveis, todavia estatutariamente ainda não constituido.

Reconhecendo que “as coisas não acontecem no meu gabinete, acontecem fora do gabinete e são reportadas ao gabinete”, Emílio Tostão foi metódico e estruturado na sua busca de respostas às perguntas que em si se não queriam calar: “Produzem semente aí na Delegação Regional? Agora estão a produzir sementes de quê? Há capacidade local para produzir e disponibilizar mais semente básica de primeira geração até Dezembro de 2026 e para responder ao PESOE 2027? Podemos produzir semente em quantidades necessárias para o país não precisar de importar semente?”

Os investigadores e quadros seniores do IIAM, desde a sua Sede em Maputo às unidades de nível local, congregadas em Delegações Regionais (Sul, Centro, Nordeste e Noroeste) foram unânimes em confirmar a existência de capacidade interna na instituição para produzir semente básica que possa suprir as necessidades de multiplicação de semente certificada, por empresas do ramo, e garantir o abastecimento aos produtores das diferentes culturas da cesta básica, e não só, com semente de qualidade resultante do trabalho de pesquisa do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique. “Podemos, observados os condicionalismos básicos”, referiu o Eng. Alcídio Vilanculos, da Delegação Regional Centro, secundado pelo Dr. António Chamuene (Delegação Regional Nordeste), “temos capacidade, havendo planificação e fluxo de fundos”, tal como pelo universo dos participantes que, todavia, alertam ser “necessário ter disponível a semente pré-básica”, como lembrou a Dra. Celestina Jochua, da Delegação Regional Sul, num pronunciamento convicto, retemperado pelo Dr. Amade Muitia, da Delegação Regional Noroeste ao afirmar que “podemos produzir mais sim”, e sem se deter por aí.

Com efeito, Amade Muitia, uma das maiores referências da pesquisa na cultura de amendoim quebrou o ar pela positiva ao assegurar a submissão da Proposta de Libertação de novas variedades daquela importante cultura até Novembro de 2026, facto saudado pelo Director-Geral reforçando que tal fica consignado como um resultado que de facto deverá ser alcançado. Outra cultura com potencial de libertação de novas variedades dentro do último trimestre de 2026 é o arroz, facto trazido a lume pela Eng. Chris’s Chiconela, da equipa de pesquisa daquele cereal. Recomendando a reverificação e sistematização da informação que deverá fluir para o Director-Geral com o devido domínio dos dados pelos Delegados Regionais, Emílio Tostão fez notar que aguarda com satisfação as duas propostas de libertação de novas variedades de amendoim e de arroz para que até Novembro sejam de facto submetidas pelo IIAM ao Sub-Comité de Libertação de Variedades no Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas!

Tratou-se da primeira reunião alargada de Emílio Tostão, com quadros dos órgãos do IIAM, Instituto Público, cujos titulares ainda deverá nomear e conferir posse, uma vez revogadas as então Direcções Técnicas, criados novos órgãos centrais entre Divisões, Gabinetes e Departamentos Centrais Autónomos. Aliás, ressalta a necessidade legal “si ne qua non” de corporização das novas balizas de funcionamento, liderança e gestão da instituição, à luz do Decreto 84/2024, de 25 de Novembro (que redefine o IIAM); da Resolução 20/2025, de 25 de Agosto (que aprova o novo Estatuto Orgânico do IIAM); e do Diploma Ministerial 16/2026 (que aprova o novo Regulamento Interno do IIAM).

Todos estes instrumentos postulam um novo sistema orgânico do IIAM, o primeiro ora em vigor há quase 2 anos, mas cuja implementação terá sido relegada à entrada em cena do novo Director-Geral. Implementação que novo ímpeto ganha sob a douta sabedoria e experiência do Prof. Doutor Emílio Tostão, agindo ao abrigo da alínea “f” do número 5 do artigo 11 do Regulamento Interno do IIAM: “nomear, exonerar e demitir os Chefes das Unidades Centrais e Regionais de execução de actividades e os responsáveis pelas chefias intermédias”, conjugado com a alínea “d” do artigo 9 do Estatuto Orgânico do IIAM, todos eles salvaguardando a observância do comando superior da alínea “d” do número 5 do artigo 11 do Decreto 84/2024 do Conselho de Ministros, cujo teor reafirmam. Espera-se que seja com a dinâmica dos titulares dos novos órgãos estatutários do IIAM, Instituto Público, que a convicta determinação de produção de semente básica nacional e de outros resultados como vacinas contra New Castle e Carbúnculo se torne realidade, porquanto com a máquina renovada de gestão e funcionamento também se viabiliza e se garante a celeridade operacional dos projectos conducentes aos resultados almejados.

Com Doutoramento em economia agrária, o antigo Director Científico da UEM, onde também foi Director da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal, Emilio Tostão foi recentemente empossado Director-Geral do IIAM pela Primeira-Ministra Benvinda Levi, tornando-se no primeiro dirigente máximo da instituição a ser nomeado àquele nível. Cumpre-se assim um dos objectivos estratégicos estruturantes do IIAM, cuja marcha remonta da liderança do seu primeiro Director-Geral, Calisto Bias, aquando da elaboração do Primeiro Plano Estratégico da Instituição entre 2009 a 2011, passando pelos antigos Directores-Gerais Inácio Maposse e Olga Fafetine, até ao resgate e concretização, 15 anos depois, por Zélia Menete, antecessora do actual Director-Geral Emílio Tostão. E é neste último dirigente em quem recai a missão restruturante de actualização do xadrez de gestão institucional, constituindo o novo e primeiro Conselho de Direcção do IIAM, Instituto Público, para que se reuna validamente, conformando-se com o postulado no artigo 7 quer do Estatuto Orgânico como do Regulamento Interno que determinam as suas competências, a sua composição e a sua periodicidade ordinária e extraordinária. (Imagens: Marcos Niuaia/ IIAM-Sede).

VÁRIAS INDIVIDUALIDADES VISITARAM O STAND DO IIAM NA FACIM 2026 

Texto: Roseiro Moreira e Rousseau Bila/ IIAM-Sede

Várias foram as individualidades que visitaram o stand do IIAM na FACIM 2026, tendo feito uma apreciação positiva. Entre elas, Hélder Muteia, antigo ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural; Júlio Parruque, presidente do Conselho Autárquico da Cidade da Matola e Calisto Bias, antigo Director-Geral do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM). Este ultimo, que foi o primeiro Director-Geral do IIAM, interagiu demoradamente com os expositores e quadros de comunicação que se encontravam no stand aquando da sua passagem por aquele ponto do pavilhão do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas.

Ao apreciar ramas de batata-doce das variedades ali expostas, Calisto Bias, comentou com satisfação estar a ver novas variedades que não as conhecia e tendo defendido que o reforço da produção de batata-doce pode desempenhar um papel importante no combate à insegurança alimentar e nutricional em Moçambique. O antigo dirigente, enalteceu as novas dinâmicas do trabalho desenvolvido pelo IIAM, que segundo observou tem dado a sua contribuição para os esforços nacionais de luta contra a fome e a pobreza.

Na sua interação com os expositores, Calisto Bias encorajou a adopção de estratégias de comunicação e transferência de tecnologias que satisfaçam os interesses dos produtores e o seu acesso aos resultados da investigação desenvolvidas pela instituição, quer nas ciências agronómicas, quer nas florestais ou nas ciências animais. Os expositores do IIAM apresentaram algumas das áreas de intervenção da instituição, incluindo a produção de vacinas para a prevenção de doenças que afectam a produção pecuária. Entre as vacinas expostas estiveram a da prevenção da doença de Newcastle e a vacina contra carbúnculo. Foi também referido e demostrado pelos expositores que a instituição desenvolve actividades de produção e testagem de vacinas, incluindo testes realizados em cobaias, que faziam parte do material exposto pelo IIAM.

Num momento em que Moçambique procura acelerar os esforços para garantir maior disponibilidade de alimentos e reduzir a vulnerabilidade das famílias à insegurança alimentar, o investimento na investigação e produção de culturas com elevado potencial alimentar, deve merecer maior atenção no quadro das estratégias nacionais de combate à fome.

Neste contexto, a visita de distintas individualidades ao IIAM, no caso, através da FACIM 2026 serviu, assim, não apenas para acompanhar os avanços da investigação agrária, mas também reforça a importância da instituição na transformação do conhecimento científico e tecnológico em soluções concretas para os produtores, ora apostados na luta pelo desenvolvimento agrário e pela consolidação da independência económica. (Imagens: Marcos Niuaia)

FACIM 2026:Ministro da Agricultura defende reforço da produção de vacinas e sementes para reduzir importações

Texto: Rousseau Bila, Roseiro Moreira/IIAM-Sede

O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, defendeu a necessidade de reforçar a capacidade nacional de produção de vacinas e sementes, como forma de reduzir a dependência de importações e aumentar a capacidade de resposta do sector agrário às necessidades alimentares de Moçambique. A posição foi manifestada durante a visita ao stand do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), no quinto dia da 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2026). O governante interagiu com o Director Geral do IIAM, Emilio Tostão e sua equipa, enquanto apreciava parte dos diversos serviços, produtos, tecnologias e resultados de investigação desenvolvidos pela instituição.
Durante a visita, o governante realçou a necessidade de fortalecer os sistemas de produção de vacinas e de semente básica pelo IIAM, devendo isso estar reflectido no plano 2026-2027, facto que deverá se traduzir no aumento da disponibilidade destas tecnologias no mercado. Segundo o Ministro, estas iniciativas visam contribuir na redução de importação de sementes e, consequentemente, aumentar a produção e produtividade agrária nacional. A estratégia está igualmente alinhada com o lema da FACIM “Produzir alimentos para alimentar Moçambique”, que coloca a produção nacional no centro das prioridades para o desenvolvimento do sector agrário e para o reforço da segurança alimentar e nutricional.
A concretização dos projectos e planos de produção de vacinas e de sementes defendidos pelo Ministro, poderá representar um passo importante para aproximar a investigação aos produtores, valorizar os recursos nacionais e fortalecer as bases de uma agricultura resiliente, mais produtiva e capaz de contribuir para a melhoria das condições de vida da população. (Imagens: Marcos Niuaia/IIAM-Sede)

VOLVIDOS 3 DIAS:

VISITANTES MANIFESTAM INTERESSE PELA MARCA IIAM NA FACIM 2026

Por: Roseiro Moreira e Rousseau Bila

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) registou, até ao final do terceiro dia da 61.ª Edição da FACIM 2026, uma afluência significativa de visitantes ao seu Stand, inserido no Pavilhão do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP). Cada vez mais pessoas interessadas em conhecer os serviços e produtos tanto como resultados e tecnologias da instituição têm escalado o espaço de exposição reservado ao IIAM. Pouco mais de 350 pessoas ter-se-ão detido por instantes de apreciação, interacção, aprendizado ou simples observação curiosa no Stand do IIAM, desde o início da FACIM 2026, na última segunda-feira, 31 de Agosto.

Tal como no dia do arranque, ao longo do segundo e terceiro dias, dezenas de pessoas de diferentes sectores da sociedade moçambicana e de outras nacionalidades passaram pelo espaço do IIAM na FACIM 2026. Trata-se de indivíduos em busca de informações sobre as actividades de investigação agrária e as soluções desenvolvidas pela instituição atinente nacional, para responder aos desafios de desenvolvimento, visando contribuir para o desiderato da independência económica de Moçambique, por todos almejada.

Na exposição, está patente parte de diversos resultados da pesquisa desenvolvida por investigadores e técnicos do IIAM, Instituto Público, incluindo tecnologias, inovações e produtos destinados a contribuir para o aumento da produção agrária, alavancada por princípios de sustentabilidade ambiental. Entre os produtos e serviços que mais têm despertado a curiosidade dos visitantes destacam-se as vacinas para frangos e bovinos, com vários participantes a procurarem saber como funcionam, se estão disponíveis para venda e quais os respectivos preços. Sementes e mudas também corporizam os produtos mais procurados. Os visitantes têm, por exemplo, solicitado informações sobre os locais onde podem adquirir mudas de bananeiras, bem como sementes de culturas como amendoim, milho e arroz. Quadros da Divisão de Agronomia e Recursos Naturais e da Divisão de Ciências Animais, destacados para a permanência no Stand do IIAM, têm prontamente exclarecido que os interessados poderão obter informações mais detalhadas sobre estes e outros produtos na sede do IIAM em Maputo, nas suas Delegações Regionais ou nas diferentes unidades experimentais expalhadas pelo país, entre Estações Agrárias, Estações Zootécnicas, Postos Agronómicos, Centros de Pesquisa, Laboratórios e Campos de Ensaios e ou Experimentação.

Para além de produtos e materiais físicos está activa na amostragem do IIAM na FACIM 2026, a componente audiovisual de divulgação das realizações da instituição. Com efeito, vídeos explicativos complementam a exposição do IIAM. Esta componente audiovisual pretende aproximar a ciência à sociedade, através das Tecnologias de Informação e Comunicação, mostrando também por essa via, como a investigação agrária pode contribuir para responder às necessidades dos produtores e dos diferentes intervenientes nas cadeias de valor agrícolas, pecuárias e florestais.

Alguns visitantes têm manifestado satisfação pela oportunidade de conhecer mais de perto o trabalho desenvolvido pela instituição que floresce ano após ano sob a marca IIAM, agora Instituto Público. Outros têm afirmado que pretendem visitar o próprio IIAM, em campo real, com o objectivo de aprofundar os seus conhecimentos sobre investigação agrária, tecnologias, produtos e serviços disponíveis porquanto a presença na FACIM 2026 os impressiona e impulsiona a saber mais dessa marca nacional de investigação agrária.

Falando a propósito da presença da instituição na FACIM 2026 e do interesse público que tal capulta, o Director-Geral do IIAM, Emílio Tostão referiu esta quarta-feira (3 de Setembro) no local que:

“o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique é um Instituto Público, e esta feira também é do intetesse público. Nós estamos aqui para fazer a nossa prestação de contas. Trazemos para esta feira uma amostra que representa bem o que é o nosso ‘core business (sementes, cesta básica, emergência, vacinas)”. Para o dirigente do IIAM tudo isso contribui para a prestação de contas, uma vez que na sua conjectura “estamos a dizer à sociedade que estamos prontos para apoiar as políticas do governo, estamos prontos para apoiar os pequenos produtores, estamos prontos para apoiar os produtores privados naquilo que é a sua função, que é produzir comida para Moçambique”. (Imagens: Marcos Niuaia/IIAM-Sede)

NA FACIM-2026:

PRESIDENTE DA REPÚBLICA REFORÇA NECESSIDADE DE TRABALHAR E INVESTIR NA INVESTIGAÇÃO AGRÁRIA!

Por: Roseiro Moreira e Rousseau Bila (IIAM-Sede)

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), Instituto Público, participa desde esta segunda feira (31) na 61.ª Edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) 2026, que decorre até 6 de Setembro, sob o lema “Transformação Digital e Energética: Rumo a uma Economia Sustentável”. A presença do IIAM na FACIM coloca em evidência o contributo da investigação científica, da inovação tecnológica e da produção de conhecimento para uma agricultura mais produtiva, resiliente e sustentável. O IIAM procura, assim, transformar a investigação em conhecimento acessível e aproximá-lo de quem produz, investe e participa no desenvolvimento da economia nacional.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, que procedeu à abertura do evento, visitou o pavilhão do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), tendo começado pelo stand do IIAM, fazendo-se acompanhar pelo Ministro do sector, Roberto Mito Albino. Na ocasião, o Presidente da República vincou a necessidade de se trabalhar cada vez mais na investigação agrária investindo significativamente nela: “Então,vamos trabalhar”, asseverou, interagindo com o Director-Geral do IIAM, Emílio Tostão, que procedeu à oferta de um kit contendo mudas de bananeira desenvolvidas pela investigação agrária moçambicana.

Logo no primeiro dia da FACIM, escalaram o stand do IIAM pouco mais de 100 pessoas, de todas as faixas etárias, designadamente crianças, adolescentes, jovens e adultos de ambos os sexos e de diferentes camadas sociais. Para os visitantes, está exposta uma diversidade de resultados de investigação desenvolvidos pela instituição, entre produtos, tecnologias e inovações para fortalecer soluções para o desenvolvimento agrário e pesqueiro, salvaguardando a sustentabilidade ambiental. Dos produtos expostos pelo IIAM, estão: sementes de diferentes culturas como milho, feijão vulgar, feijão-nhemba, arroz, soja e gergelim. É também possível apreciar no stand do IIAM produtos feitos à base de batata-doce de polpa alaranjada (bolo, tarte, sumo, jam, pão e fiosses). Aliás, o IIAM apresenta ainda as vacinas I2, vacinas para carbúnculo hemático e sintomático, bem como sementes forrageiras. Além dos produtos e materiais físicos, o IIAM preparou uma componente audiovisual com vídeos sobre algumas das suas actividades e serviços bem como folhetos explicativos.

A participação do IIAM nesta edição da FACIM visa mostrar como a investigação agrária pode contribuir para a transformação económica e energética de Moçambique, tendo em conta a luta pela independência económica justificando-se o “vamos trabalhar” e o reforço do investimento da agricultura como referiu o Presidente da República ao visitar o Stand do IIAM. (Imagens: Marcos Niuaia/IIAM-Sede)

NOMEADO E EMPOSSADO PELA PRIMEIRA-MINISTRA:

• NOVO DIRECTOR-GERAL DO IIAM INICIA FUNÇÕES FOCADO EM RESULTADOS DE INVESTIGAÇÃO APLICADA COM IMPACTO!

_Por: Roseiro Mário Moreira_

Chama-se Emílio Tostão e é o novo Director-Geral do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), Instituto Público. Nomeado e empossado pela Primeira-Ministra, como postulam os novos instrumentos legais da instituição, o Prof. Doutor Emílio Tostão recebeu na tarde de sexta-feira, 28 de Agosto de 2026, as pastas do IIAM, imediatamente após a sua tomada de posse, havida horas antes.

Vindo da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), onde foi Director Científico e Director da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal (FAEF), Emílio Tostão é o quinto Director-Geral do IIAM desde a sua criação em 2004 e o primeiro nomeado pela Primeira-Ministra desde o seu reajustamento pelo Decreto 84/2024, de 25 de Novembro. Com efeito, Tostão toma as rédeas da Catedral de investigação agrária pública, de harmonia com o reajustamento do IIAM, que demanda profundas mudanças na sua arquitectura organizacional, passando por uma reconfiguração do seu Estatuto Orgânico e do decorrente Regulamento Interno, novos documentos já em vigor desde 25 de Agosto de 2025 e 6 de Abril de 2026 respectivamente. Abre-se uma nova era no seguimento da transformação efectiva do IIAM.

Volvidos 21 meses (quase 2 anos) após a entrada em vigor do primeiro comando legal para a nomeação de 1 Director-Geral e 2 Directores-Gerais Adjuntos pelo Primeiro-Ministro, o novo Director-Geral entra na gestão cimeira da instituição com o grande desafio inicial capital de liderar a implementação desses documentos normativos e a consequente transformação activa do IIAM. Faltam-lhe porém, os Directores-Gerais Adjuntos, ainda por serem nomeados pela mesma entidade que o nomeou e posse conferiu. Faltam-lhe ainda os Directores das Divisões, Delegados Regionais e mais responsáveis das unidades centrais e locais, as quais ao Director-Geral compete nomear, conforme preceituado no Estatuto Orgânico (em vigor há 1 ano) e no Regulamento Interno (vigorando há quase meio ano).

Orientada pelo Secretário Permanente do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), Acubar Batista, a cerimónia de Entrega de Pastas decorreu na Sala de Reuniões da Direcção-Geral do IIAM perante quadros da sede da instituição, representando um microcosmo da mesma que possui 4 Delegações Regionais (Sul, Centro, Nordeste e Noroeste) distribuídas por igual número de regiões agro-ecológicas.

Num “momento de alegria”, como ela o sentiu e caracterizou, entregou as pastas a Directora-Geral cessante, Prof. Doutora Maria Zélia Menete. “Estou muito feliz porque sei que estou a entregar esta organização a uma pessoa de elevada competência, que vai dar conta do recado, inteligente, e que vai trazer um dinamismo maior”, assim se expressou Zélia Menete referindo-se ao seu legal sucessor, o Prof. Doutor Emílio Tostão, no comando dos destinos do IIAM, ora clamando por uma liderança hodierna.

Por seu turno, o novo Director-Geral usou de muita humildade e serenidade ao se dirigir pela primeira vez à massa de quadros que vai liderar: “eu pessoalmente vim aprender, vim da ciência para a ciência” – disse, no seguimento à sua expressão de honra e compromisso: “estamos muito honrados e esperamos levar este barco a bom termo”. Virado para os resultados Tostão é convicto nas sinergias a imprimir, dizendo em parábolas: “vou ser como um maestro da orquestra, cada um afina o seu violino no seu sector, e a orquestra faz a música em harmonia”. Para tanto, o novo timoneiro do IIAM não buscará agulhas no palheiro! Encontrá-las-á entre os seus quadros e colaboradores: “conto com todos vós”. E não será inventor de rodas: “vamos dar continuidade a este trabalho que está em curso, com o novo estatuto, novo plano estratégico”. Entretanto, vindo da investigação para a investigação, como fez menção, sublinhou a sua paixão por esta área e pelos projectos com resultados: “vamos dar ênfase à investigação aplicada com impacto, vamos ter um trabalho virado a resultados”, facto que prenuncia a marca e o legado que almeja construir ao longo do seu consulado de Director-Geral do IIAM com cada vez mais projectos de pesquisa e transferência de tecnologias e incentivos suficientes para esse desiderato.

Em representação do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, timbrando a cerimónia de entrega de pastas ao novo Director-Geral do IIAM, o Secretário Permanente, Acubar Batista, teceu elogios e agradeceu o esforço feito pela dirigente cessante que cumpriu à risca o desafio da transformação organizacional sem recursos à altura da missão desafiadora, que foi bem cumprida “e hoje já temos a estrutura para receber recursos e até procurar recursos para o IIAM”. Ao novo Director-Geral, o Secretário Permanente repisou que “temos agora um outro desafio” tendo também “essa oportunidade de ter os recursos”. Nesse contexto, a pesquisa agrária é chamada a concentrar-se nos produtos da cesta básica “milho, arroz, feijões, soja, frango, ovo, peixe e bovinicultura” para “resolver o problema da alimentação básica do povo moçambicano”, relembrou o Secretário Permanente, que parafraseando a Primeira-Ministra, sublinhou: “o IIAM deve estar em estrita ligação com a nossa Direcção Nacional de Extensão Agrária” pois “a investigação que é feita terá que chegar aos produtores com mensagens específicas à situação de cada região”.

Para o Secretário Permanente do MAAP, o IIAM tem um papel fundamental trazendo, entre outros resultados da pesquisa e inovação tecnológica agrária “a semente básica para que haja soberania na semente. O país tem que ser soberano na semente”. O dirigente evidenciou assim, um dos maiores desideratos para o qual é desafiada a liderança do novo Director-Geral do IIAM, Prof. Doutor Emílio Tostão que inicia as suas funções focado na investigação aplicada para resultados de impacto transformador. _(Fotos: Marcos Vieira Niuaia/IIAM-Sede)._

IIAM e ITC promovem treinamento sobre produção de sabonetes à base de derivados do café

Texto: Rousseau Bila, foto: Gabriel Matsinhe

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), em parceria com o Centro de Comércio Internacional (ITC), iniciou esta quinta-feira (6) um treinamento sobre a produção de sabonetes à base de derivados do café no âmbito do programa financiado pela União Europeia  ACP Business Friendly , uma iniciativa que decorre até ao dia 7 de Agosto e reúne mulheres provenientes de diferentes instituições e empreendedoras no ramo de agroprocessamento.

O treinamento tem como objectivo reforçar as capacidades técnicas das participantes na transformação de resíduos do café, em particular a borra de café, em sabonetes artesanais, promovendo a agregação de valor à cadeia produtiva do café, o empreendedorismo feminino e a criação de novas oportunidades de geração de rendimento.

Na ocasião, a Coordenadora do Programa implementado a nível micropilar pelo Centro de Comércio Internacional (ITC),  Dra. Bernardete Camilo, destacou que a iniciativa está integrada num programa mais amplo de desenvolvimento da cadeia de valor do café em Moçambique.Explicou que o programa contempla diferentes componentes, com especial enfoque no reforço das capacidades dos intervenientes da cadeia de valor, através de acções de capacitação e formação, na disseminação de boas práticas de produção e processamento, Economia Circular ,bem como na promoção da ligação dos produtores e empresas aos mercados e no fortalecimento do acesso às oportunidades comerciais.

Durante as sessões, as participantes aprenderam a produzir sabonetes de glicerina e sabonetes à base de soda cáustica com borra de café. A coordenadora explicou que esta pratica se insere na economia circular do café. Durante  a aula teórica foi explicado que a principal diferença entre os dois métodos reside no processo de fabrico: enquanto a base de glicerina já se encontra preparada para utilização, a produção com soda cáustica exige um processo químico de saponificação, resultante da reacção entre um hidrólise alcalina de um éster ácido graxo (gordura ou óleo ).

Bernardete Camilo sublinhou que a produção de sabonetes com soda cáustica requer o cumprimento rigoroso dos procedimentos técnicos e das normas de segurança, de modo a garantir a qualidade do produto e evitar possíveis irritações ou alergias cutâneas.

A responsável destacou igualmente que, para além da borra de café, é possível incorporar outros ingredientes naturais, como gengibre, açafrão e argilas, permitindo diversificar a produção e adaptar os sabonetes aos diferentes tipos de pele e às preferências dos consumidores.

Ao longo do treinamento, as participantes beneficiaram de sessões teóricas e práticas, que favoreceram a aquisição de conhecimentos técnicos, a partilha de experiências e o fortalecimento da cooperação entre as instituições envolvidas.

Com esta iniciativa, o IIAM reafirma o seu compromisso com a investigação, a inovação e a valorização da cadeia de valor do café, promovendo tecnologias sustentáveis que contribuem para o desenvolvimento económico das comunidades e para o empoderamento das mulheres.

O treinamento evidencia o papel estratégico do IIAM como instituição pública de investigação agrária na geração, adaptação e disseminação de tecnologias inovadoras para o desenvolvimento sustentável do sector agrícola em Moçambique. Através da investigação aplicada e da articulação com parceiros nacionais e internacionais, o Instituto tem vindo a promover soluções que acrescentam valor aos produtos agrícolas, estimulam o empreendedorismo, reforçam a inclusão sócio-económica e contribuem para a melhoria dos meios de vida das comunidades rurais.

Participaram na actividade investigadores do IIAM, representantes do ITC, da Céu Aberto, da Quinta Irini e da Agroprocessamento, reforçando a importância da cooperação entre instituições de investigação, desenvolvimento e sector privado na promoção da inovação, da agregação de valor aos produtos agrícolas e do desenvolvimento sustentável da cadeia de valor do café em Moçambique.

IIAM reforça cooperação com Brasil Cascavel e Maputo Agri-Parks

Texto: Rousseau Bila, Imagens: Juvêncio dos Santos

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) recebeu, na tarde de terça-feira, 7 de Julho de 2026, uma visita técnica de representantes do Brasil Cascavel e do projecto Maputo Agri-Parks (MAP), com o objectivo de conhecer os serviços prestados pela instituição e identificar oportunidades de cooperação nas áreas da investigação, produção agrária e transferência de tecnologia.

Durante o encontro, o representante do MAP, Almeida Tomás, apresentou o projecto do Parque Industrial da Moamba, que prevê a instalação de unidades industriais ligadas à produção alimentar, transformação agro-industrial e fabrico de equipamentos. Destacou que o projecto aposta nas cadeias de valor do milho, soja e avicultura, integrando produtores de grande escala e do sector familiar, bem como na transferência de sementes e tecnologias entre Moçambique e o Brasil.

Por sua vez, o representante do Brasil Cascavel considerou que as condições agroclimáticas de Moçambique são semelhantes às do Brasil, defendendo a realização de ensaios com sementes e outros materiais genéticos, tanto em campo como em laboratório, para fortalecer a cooperação técnica entre os dois países.

Na ocasião, o Director Técnico da Direcção de Agronomia e Recursos Naturais do IIAM, Dr. Constantino Senete, apresentou as capacidades da instituição na produção de sementes pré-básicas e básicas, investigação científica e prestação de serviços laboratoriais nas áreas de solos e biotecnologia. Referiu ainda que o IIAM dispõe de infra-estruturas e competências para apoiar a experimentação de novos materiais genéticos e desenvolver parcerias nos domínios da agricultura e da pecuária.

A visita incluiu uma passagem pelos laboratórios de Solos e de Biotecnologia, onde a delegação conheceu os processos de análise de solos, cultura de tecidos vegetais, biologia molecular e multiplicação de culturas como banana, mandioca e batata. A iniciativa contou com a participação de Directores e técnicos do IIAM, bem como de representantes do Maputo Agri-Parks e do Brasil Cascavel, reforçando o compromisso comum de promover a inovação e o desenvolvimento sustentável da agricultura em Moçambique.